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CIDADES INVISÍVEIS - Por falar em identidade, o que sabemos de nossas cidades?

Muitas cidades deste Brasil sofrem com a falta de identidade, ou melhor, com laços muito pouco firmes de identidade. Ponta Grossa é uma cidade do interior do estado do Paraná com cerca de 300 mil habitantes (sendo 200 mil deles eleitores, diga-se de passagem) e é visível para quem habita ou circula por ela um estado de torpor ou desafeto de seus moradores com as peculiaridades locais. Costumo brincar com alguns interlocutores que Ponta Grossa deixaria a Rimini de Fellini no chinelo, por suas histórias fantásticas e por uma vocação a fugir da lógica. Opiniões à parte, verifica-se que há poucos textos na imprensa que falam com alguma propriedade dessa localidade povoava, porém, um pouco cansada de viver, estacionária mas relutante. Um cabeleireiro dizia há tempos que PG se caracterizava por pessoas apegadas à poupança e à especulação imobiliária, perguntei a ele se ele se chamava Luís Nassif. Ele não entendeu a minha pergunta e eu fiquei constrangido pela inconveniência do meu comentário. ----------- Chamo os navegantes (os seis ou sete, no máximo) que visitam essa página para lerem com cuidado o texto de Miguel Sanches Neto (professor de Letras da UEPG, crítico literário e, atualmente, colaborador da revista Carta Capital) e a “resposta” de Josué Corrêa Fernandes (colaborador freqüente da Diário da Manhã, entre outras ocupações). Indiferente ao valor individual de cada contribuição, o que vale é estar garimpar a realidade de nossas cidades, pelo menos dessas nossas cidades que apesar de já se verem adultas e grandes, pouco sabem de si. Quem sabe possamos colocar nossos tijolos. -------------- O texto de Miguel Sanches Neto foi obtido em www.miguelsanches.com.br (sessão “Crônicas”) e o de Josué Corrêa Fernandes na seção “edições anteriores” da página virtual do Diário da Manhã, via Google. Não consegui recuperar o tempo em que esses textos circularam na imprensa local, corrijam-me se souberem, ao que parece foi em outubro de 2003.

26/02/2005 Publicada por todo-aquele-que-escrever

  
02/03/2005 21:40
jotaC

big ben, quisera eu que a mediocridade da 'minha escolha profissional' ñ me tivesse, também, tolhido o tempo para algo outro que não a estupidez de proporcionar lucro a um sistema estúpido. bom, o fato é que ñ tenho como, agora, explicar razoavelmente o porquê da minha opinião, talvez em uma mesa de bar, local mais do que apropriado para tergiversações... enfim: os dois textos são mal escritos. aliás, são também maus escritos. o do advogado é péssimo no conteúdo, além de constrangedor na forma. [este, acho, ñ precisa nem de comentário. ele, por si, se assassina, lentamente, na velocidade com que é lido: é autofágico.] o do miguel é ruim apenas [?] no conteúdo porque é cheio de referências óbvias e figuras de linguagem pobres. a bem da verdade, o seu texto é melhor do que os 2. um abraço, jotaC ps: acho que vc está enganado. há + de 6 ou 7 humanóides que passam por aqui com regularidade. bom,eu sou um deles...

jotac_br@yahoo.com fpólis


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